Soeurs de Saint-Joseph de Cluny
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      Relatório do Ciclone Tropical Idai na Comunidade da Beira, Mozambique

Relatório do Ciclone Tropical Idai na Comunidade da Beira, Mozambique

A nossa casa ficou sem o tecto; as chapas voaram com o vento, os barrotes não têm nenhuma segurança, o teto falso ficou todo furado o que permitiu a entrada das águas pela casa adentro fazendo muitos estragos ...


Relatório do Ciclone Tropical Idai na Comunidade da Beira

Foi no dia 14 de Março de 2019 que o ciclone Idai atingiu a cidade da Beira, capital da Província de Sofala, com ventos de pelo menos 200 a 167 quilómetros por hora, provocando danos humanos e materiais, nos bairros periféricos. Centenas de casas foram destruídas, desastres humanitários de grandes proporções. O Idai atingiu a cidade da Beira com a categoria quatro, numa escala de cinco.

A cidade da Beira é a segunda maior cidade de Moçambique; como consequência ficaram sem energia eléctrica, dificuldades de comunicação telefónica, sem água potável para o consumo da população.

A Comunidade da Irmãs de S. José de Cluny localizada no Bairro da Munhava, conhecido como o mais populoso na cidade da Beira. Munhava alcançou a sua maior popularidade de destaque entre todos os bairros por estar no centro da cidade. As nossas Irmãs estão neste bairro há mais de 54 anos, altura em que foi fundada a comunidade. Tem 4 Irmãs que trabalham

  • na promoção da mulher (Alfabetização, costura, culinária, informática),
  • Educação (uma Irmã dá aulas na escola comunitária da paróquia e é directora pedagógica da mesma escola)
  • Orfanato (Três Irmãs trabalham com 100 crianças órfãs de pai e mãe sob responsabilidade das Irmãs de S José de Cluny)
  • Todas fazem pastoral na paróquia.
  • Nesta comunidade acolhem a formação das Aspirantes: neste momento temos 8 aspirantes a concluir a 12ª classe e a fazer a sua formação.

Ciclone Tropical Idai

  • A nossa casa ficou sem o tecto;
  • as chapas voaram com o vento,
  • os barrotes não têm nenhuma segurança,
  • o teto falso ficou todo furado o que permitiu a entrada das águas pela casa adentro fazendo muitos estragos;
  • as portas e janelas estão partidas,
  • 18 colchões ficaram estragados,
  • mesinhas dos quartos ficaram danificadas,
  • a madeira não se aproveita;
  • a parte da lavandaria também ficou sem chapas, mantas e lençóis tudo se estragou,
  • a mobília está em péssimas condições,
  • a comida de reserva molhou-se; esta situação fez com que as Irmãs passassem fome e sem água potável para beber.

Os livros e documentos da congregação ficaram molhados; no espaço onde trabalhamos para a promoção da mulher, as chapas voaram com o vento.
No lar onde vivem as crianças as chapas da varanda voaram todas, a sala de estudo, a casa anexa dos meninos também as chapas foram levadas pelo vento, a casa de hóspedes ficou sem janelas. Os dormitórios dos meninos não sofreram nada graças a Deus.

Até agora ainda não há luz. As nossas Irmãs não têm espaço para dormir porque todos os quartos foram tomados pelo ciclone. Elas se aninham num espaço pequenino: duas dormem no refeitório, uma na sala de visitas juntou sofás para servirem de cama, lugar onde dormi quando fui visitar as Irmãs; 4 meninas dormem na sacristia, 2 dormem na sala de visitas, no chão, 1 Irmã e duas meninas dormem no orfanato, num cantinho. Quanto à alimentação receberam um pouco de comida do AMI que estão na Beira para ajudar a população. Vivem da Divina Providência.

Situação actual:

O aumento da procura fez aumentar os preços; a população que ficou sem nada, queixa-se do aproveitamento dos que ainda têm algumas coisas para vender. É difícil encontrar produtos frescos "porque é preciso adquirir produtos para consumo imediato. Não há como conservá-los porque não há energia". Quanto aos preços, "há um certo oportunismo por parte dos comerciantes porque as mercadorias entraram antes do ciclone”; mas subiram de tal maneira os preços que ninguém aguenta.

Aproveito esta ocasião para manifestar a minha profunda e eterna gratidão pela solidariedade, proximidade, carinho da nossa Superiora Geral, do seu Conselho e de toda Congregação. Este calor e comunhão ajuda-nos neste momento em que o Senhor nos pede para intensificar a vivência da quaresma. A todas as pessoas de boa vontade estendemos a nossa gratidão. Que Deus vos recompense por toda a eternidade. Louvemos a Deus porque as Irmãs e as crianças não sofreram, nem morreram.

Obrigada.
Irmã Regilda Silvério

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